A
Paraíba sedia, nesta segunda e terça-feira (29 e 30/04), o II Encontro
de Secretários de Saúde dos Estados do Nordeste. O evento acontece no
Hotel Igatu, na Praia do Cabo Branco, em João Pessoa. Entre os assuntos
na pauta das discussões está a judicialização da saúde que, segundo o
secretário de Saúde da Paraíba, Waldson Souza, é um dos grandes
problemas enfrentados pelos gestores estaduais de saúde de todo o
Brasil.
Durante
o evento, o secretário vai fazer uma explanação do problema na Paraíba.
Waldson Souza lembrou que a judicialização da saúde já tinha sido
debatida durante a reunião ocorrida no último dia 12 em Fortaleza,
quando foi discutida também a problemática da seca. Ele explicou que
durante o encontro, em João Pessoa, os secretários de saúde do Nordeste
vão apontar os caminhos para um problema que tem causado sérias
consequências no que diz respeito ao planejamento e a organização das
ações e serviços de saúde em todos os Estados Brasileiros.
Entre
as soluções levantadas está a formação do Consórcio Público
Interestadual de Saúde do Nordeste. “Vamos discutir a formação desse
consórcio e definir como será o seu funcionamento, a sua forma de
atuação na busca de soluções para esse problema tão grave enfrentado nos
dias atuais pelos gestores estaduais de saúde de todo o Brasil, que é a
judicialização da saúde”, destacou o secretário.
O
secretário Executivo de Conselho Nacional de Secretários de Saúde
(CONASS), Jurandir Frutuoso, explicou que a judicialização da saúde pode
ser considerada o “martírio dos secretários”, pois só tem contribuído
para inviabilizar as ações de saúde. Para ele, as duas alternativas
para se resolver o problema e que serão discutidas durante o encontro
seria a formação do Consórcio Público Interestadual de Saúde do Nordeste
ou a centralização do processo de compras dos medicamentos por parte do
Governo Federal.
A
Assessora de Profissão Farmacêutica do CONASS, Lore Lamb, disse que
hoje a Rede SUS dispõe de medicamentos alternativos que poderiam muito
bem ser substituídos por aqueles prescritos pelos médicos e que fazem
parte das demandas judiciais, mas isso não acontece. “Daí a importância
de sensibilizarmos esses profissionais para o problema e juntos buscar
uma solução viável que atenda às necessidades do Estado sem deixar o
paciente desassistido”, destacou.
Ela
também acredita que a formação do Consórcio Público Interestadual de
Saúde do Nordeste seria uma das saídas para se resolver o problema da
judicialização da saúde. “Esse é um assunto que deve bastante discutido
por cada secretário porque cada Estado tem suas peculiaridades”,
destacou.
Diálogo
- O juiz Marcos Sales, que representou o Poder Judiciário, destacou o
empenho do Governo do Estado em resolver os problemas inerentes às
demandas judiciais. “Criamos uma Câmara Técnica por determinação do
Conselho Nacional de Justiça e todas essas questões estão sendo
colocadas em discussão e, durante as reuniões, temos percebido a
determinação e a boa vontade do Governo do Estado em buscar soluções
para a problemática da saúde por meio de um diálogo aberto e franco de
ambas as partes”, destacou o magistrado.
Folha do Sertão
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