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sexta-feira, 3 de maio de 2013

TJ lança campanha para incentivar adoção de crianças na Paraíba

TJ lança campanha para incentivar adoção de crianças na Paraíba
Uma campanha para incentivar a adoção de crianças em todo o Estado foi lançada na manhã desta sexta-feira (3) pelo Tribunal de Justiça da Paraíba. Com o título de “Para este ato não existem fronteiras”, a campanha, organizada pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), foi lançada no Busto de Tamandaré, na orla de João Pessoa. De acordo com o juiz Fabiano Moura de Moura, titular da 1ª Vara da Infância e Juventude da capital, existem 1 mil processos de adoção tramitando apenas na sua unidade judiciária.

A campanha foi aberta pela presidente do TJPB, desembargadora Maria de Fátima Bezera Cavalcanti, que na ocasião disse que todas as iniciativas voltadas à adoção fazem parte de um trabalho amplo e contínuo. “Quem adota diz não ao preconceito, ao individualismo e à discriminação. Quem adota prova do amor incondicional e constrói uma nova família. O Tribunal tem o dever de continuar incentivando a adoção de nossas crianças e adolescentes”, disse a desembargadora.

O corregedor-geral de Justiça, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, que também esteve presente no evento, classificou a iniciativa como positiva. “Nós queremos que o paraibano que queira adotar saiba como é fácil e como é bom ter uma criança adotada em seu lar”, afirmou Márcio.

A campanha do TJPB tem o objetivo de facilitar encontros como o que ocorreu entre o casal Tatianna e Jefferson Fonteles e o filho João. Desde a decisão de adotar até ter o filho em casa o processo levou um ano e dois meses.

“A gestação em um processo de adoção é a gestação mais rápida e mais intensa que existe, porque enquanto você está habilitada você não se acha grávida, você não se vê mãe, mas a partir do telefonema é como se o teste desse positivo, como se passasse nove meses, como se chegasse a hora do parto, como se você parisse e você visse o filho. É muita emoção em muito pouco tempo”, destacou Tatianna.

João chegou com quatro meses, e hoje, com quase dois anos, o casal tem a certeza da decisão que tomou. “Eu olhava para o João e só fazia chorar. Eu me lembrei muito de mim, porque dizem que João veio já parecendo com o pai e eu acho também”, afirmou Jefferson.

O juiz Fabiano Moura de Moura defende que o processo legal de adoção é importante para dar segurança aos pais. “Nós fazemos um acompanhamento para que haja a boa adoção, aquela que traga a felicidade para o adotante e para o adotado”, pontuou.

@folhadosertao/G1

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