Uma
campanha para incentivar a adoção de crianças em todo o Estado foi
lançada na manhã desta sexta-feira (3) pelo Tribunal de Justiça da
Paraíba. Com o título de “Para este ato não existem fronteiras”, a
campanha, organizada pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja),
foi lançada no Busto de Tamandaré, na orla de João Pessoa. De acordo
com o juiz Fabiano Moura de Moura, titular da 1ª Vara da Infância e
Juventude da capital, existem 1 mil processos de adoção tramitando
apenas na sua unidade judiciária.
A
campanha foi aberta pela presidente do TJPB, desembargadora Maria de
Fátima Bezera Cavalcanti, que na ocasião disse que todas as iniciativas
voltadas à adoção fazem parte de um trabalho amplo e contínuo. “Quem
adota diz não ao preconceito, ao individualismo e à discriminação. Quem
adota prova do amor incondicional e constrói uma nova família. O
Tribunal tem o dever de continuar incentivando a adoção de nossas
crianças e adolescentes”, disse a desembargadora.
O
corregedor-geral de Justiça, desembargador Márcio Murilo da Cunha
Ramos, que também esteve presente no evento, classificou a iniciativa
como positiva. “Nós queremos que o paraibano que queira adotar saiba
como é fácil e como é bom ter uma criança adotada em seu lar”, afirmou
Márcio.
A
campanha do TJPB tem o objetivo de facilitar encontros como o que
ocorreu entre o casal Tatianna e Jefferson Fonteles e o filho João.
Desde a decisão de adotar até ter o filho em casa o processo levou um
ano e dois meses.
“A
gestação em um processo de adoção é a gestação mais rápida e mais
intensa que existe, porque enquanto você está habilitada você não se
acha grávida, você não se vê mãe, mas a partir do telefonema é como se o
teste desse positivo, como se passasse nove meses, como se chegasse a
hora do parto, como se você parisse e você visse o filho. É muita emoção
em muito pouco tempo”, destacou Tatianna.
João
chegou com quatro meses, e hoje, com quase dois anos, o casal tem a
certeza da decisão que tomou. “Eu olhava para o João e só fazia chorar.
Eu me lembrei muito de mim, porque dizem que João veio já parecendo com o
pai e eu acho também”, afirmou Jefferson.
O
juiz Fabiano Moura de Moura defende que o processo legal de adoção é
importante para dar segurança aos pais. “Nós fazemos um acompanhamento
para que haja a boa adoção, aquela que traga a felicidade para o
adotante e para o adotado”, pontuou.
@folhadosertao/G1
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