A
sessão contou com a presença dos deputados estaduais Toinho do Sopão
(PEN), Jutay Meneses (PRB), Vituriano de Abreu (PSC), Anísio Maia (PT) e
Olenka Maranhão (PMDB), além de Gervásio Maia (PMDB), que secretariou
os trabalhos.
O
deputado estadual Raniery Paulino (PMDB), autor da propositura,
ressaltou que o reajuste de 3% dado pelo Governo do Estado fere os
Planos de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCRs) de diversas categorias.
Além disso, segundo ele, a falta de valorização dos servidores, que
muitas vezes trabalham em condições precárias, só piora a situação que
os funcionário públicos passam.
Para
o deputado Gervásio Filho, o que está faltando é a interação com os
servidores. "Todos estão insatisfeitos com o Governo. É preciso rever os
conceitos. Os servidores estão perdendo até as conquistas. Tivemos a
oportunidade de exercer funções que nos trouxeram grande aprendizado.
Fui líder do Governo Maranhão, mas vi avanços. Vi vários PCCRs sendo
aprovados em sessões tumultuadas, sem previsão na LDO e mesmo assim com o
governador cumprindo tudo o que tinha sido aprovado nesta Casa”,
destacou.
O
parlamentar disse ainda que "o atual governador vendeu a ideia de que
tudo ia melhorar e o povo acreditou. Mas o primeiro ato dele foi
invalidar os atos do governo anterior e não cumprir matérias já
aprovadas. Queremos que o governo devolva as conquistas das categorias.
Temos uma emenda para esta Medida Provisória com o objetivo de tratar
de forma igual os ativos e inativos, dentre outras coisas. Estamos aqui
para dialogar e queremos que todos saiam satisfeitos com esta
discussão".
A
secretária de Finanças do Estado, Aracilba Rocha, afirmou que há uma
diferença entre o mundo “ideal e o mundo real” e isso tem que ser
observado. "Não vivemos em um estado maravilhoso. Se fizermos um
histórico de 30 anos, a receita tem se comportado de forma sacrificada.
Nos últimos anos, a instabilidade na receita do Estado proporciona
dificuldades em se buscar qualquer melhoria. Hoje temos as receitas
comprometidas com 6,16% de dívidas, 19,43% para custear os duodécimos e
53,52% comprometimento com folha pessoal. Temos ainda 10% com o custeio.
Sobra 15% para aplicar com saúde, segurança e educação, visto o
comprometimento da folha com outros gastos”, disse
A
secretária Aracilba Farias revelou ainda que o Governo conta hoje com
121 mil servidores entre ativos e inativos e que 44% da folha está com
80% dos servidores, enquanto 6% da folha recebe 33%.
Reajustes - Livânia
Farias, secretária de Administração do Estado, falou sobre os reajustes
das categorias. Ela afirmou que diversas categorias tiveram reajustes
acima dos 3%, como a Polícia Militar, que teve um reajuste de 10 a 14%;
os professores, com 10%; e o Sindifisco, com 5%. Ressaltou também que o
atual governo fez cinco concursos públicos, incluindo um
técnico-administrativo com 5.180 concursados empossados em um só dia.
Além disso, foram empossados três mil professores, além de empossar
concursados de processos seletivos anteriores. "Chamamos quase 10 mil
pessoas aprovadas em concurso e o impacto disso na folha foi de R$ 19
milhões", concluiu.
O
deputado Toinho do Sopão questionou as secretárias sobre o reajuste dos
servidores da Educação, que o Governo Federal fez uma previsão de
reajuste de 22%, mas o Governo da Paraíba só deu 3%. Questionou ainda a
qualidade dos serviços prestados. “Como a Polícia Militar e a Educação
podem prestar um bom serviço com o salário defasado?”, indagou.
Sem negociação -
O presidente do Sindifisco, Victor Hugo, ressalta que muitos governos
passaram por problemas, mas os servidores nunca foram tão afrontados e
agredidos como pelo atual governo. “Quando estamos na mesa pra negociar,
sempre saímos chateados com o tratamento recebidos pelos secretários.
Eu ficaria com meu salário congelado por quatro anos se eu soubesse que
os professores fossem ganhar o que um fiscal ganha", disse.
Sucateamento do IPEP -
Tânia Maria Bezerra, presidente do Sindicato do IPEP, falou do descaso
do governo com a instituição. "Estamos sucateados, lavanderia fechada e
carros parados. Tínhamos serviço odontológico de primeira qualidade, mas
agora? Quem tem dinheiro para pagar plano de saúde vai e quem não vai?
Todos os servidores do Estado ficaram sofrendo e ninguém toma
providência sobre o funcionamento. Tivemos 3% de aumento, trabalhamos
dois expedientes, mas retiram o vale-alimentação", disse.
Educação -
Carlos Belarmino, coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em
Educação na Paraíba (Sintep), falou sobre a paralisação dos professores,
dizendo que a categoria está pedindo socorro à sociedade e respeito aos
governantes. "Queremos diálogo, discutir com o governo. Queremos tirar o
anexo um da MP, que são duas tabelas que prevê a perda de 40% do
salário para o trabalhador que está fora da sala de aula. Não se pode
ficar doente, tirar licença prêmio que se perde 40% do ordenado. Além
disso, queremos discutir as progressões salariais e as gratificações
para os diretores", lamentou.
Gastos e orçamento -
O deputado Anísio Maia afirmou que os movimentos sindicais são
maltratados pelo Governo. "Não estamos aqui pra discutir se o aumento é
justo. Estamos para discutir se o governo tem condições de pagar os
reajustes. E tem. O orçamento do Estado cresceu mais de R$ 2 bilhões em
dois anos. Além disso, teve um superávit de R$ 400 milhões. Como este
governo que não tem dinheiro para dar reajuste aos servidores concede
renúncia fiscal a empresas e paga quase R$ 79 milhões com publicidade?",
questionou.
Polícia - Já
o deputado federal Major Fábio (Democratas), elogiou o espaço criado
pela ALPB para discutir os problemas do Estado. Disse ainda as respostas
das secretárias não entusiasmam nenhum dirigente sindical presente,
onde a maioria deles apoiou o projeto político do atual governador.
Outro representante da Polícia Militar que falou na sessão foi o coronel
Francisco, presidente do Clube dos Oficiais da PM, que falou sobre o
precário salário da categoria, além do fim do rancho.
A
deputada Olenka Maranhão utilizou a tribuna para falar sobre a promoção
dos policiais militares e disse que o Governo do Estado não respeitaria
os seus servidores. Ela disse que a oposição na Casa vem trabalhando de
maneira séria e defendeu um diálogo com o Executivo Estadual para se
chegar uma solução pata este impasse.
Fonte: PBHOJE
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