O delegado de Repressão a Entorpecentes, Allan Murilo Terruel, que cumpriu o mandado de prisão temporária, não quis falar sobre o assunto e disse que só iria passar informações sobre a ação na sexta-feira (16). O próprio vereador, no entanto, disse ao G1, enquanto estava detido na Central de Polícia de João Pessoa, que foi informado que estava sendo preso devido a interceptações telefônicas que mostravam que ele estava envolvido em venda de armas e munições.
"Eu sou inocente e vou provar a minha inocência. Eu nunca comercializei armas e nem munições", afirmou. Arnóbio explicou que foi informado que a polícia chegou a ele por meio de interceptações telefônicas que foram feitas em 2011, quando ele estava na Polícia Militar. Porém, ele se defendeu dizendo que não estava em atividade externa nessa época porque havia sido afastado do trabalho na rua devido a suspeitas de envolvimento em um grupo de extermínio. "Eu queria lembrar que eu sou processado, mas não sou condenado, nunca fui julgado", disse o vereador.
| Arnóbio foi preso durante Operação 'Esqueleto', quando ainda era sargento da PM (Foto: Walter Paparazzo/G1) |
Devido às investigações da operação, o sargento Arnóbio foi expulso da Polícia Militar em julho deste ano.
Segundo o deputado federal Luiz Couto (PT), ele também foi investigado por participar de um grupo de extermínio. O deputado foi relator, de 2003 a 2005, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grupos de Extermínio, que investigou a atuação dos grupos criminosos nos estados do Nordeste. Ainda de acordo com Luiz Couto, o sargento já havia sido detido em 2010 por porte ilegal de arma.
Do G1 PB
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