sexta-feira, 12 de julho de 2013

Queda do FPM de julho preocupa prefeitura de Cajazeiras, mas secretaria confirma equilíbrio dos pagamentos

Queda do FPM de julho preocupa prefeitura de Cajazeiras, mas secretaria confirma equilíbrio dos pagamentosA queda no repasse dos recursos públicos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) às prefeituras das cidades brasileiras, prevista pela Receita Federal do Brasil (RFB), chegou em julho a 17% em relação ao mês de junho, representando, na Paraíba, uma perda de 27,2 milhões neste mês.

Em junho, a previsão da Receita era de que haveria uma queda de 17% em relação ao mês de maio, mas com o realizado nestes dois primeiros decêndios e o estimado para o terceiro, a queda chegou a 20,16%.

O valor já subtraído a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) foi de R$ 2.493.364.308,26. A principal causa da redução no repasse é a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

De acordo com o presidente da Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup), Buba Germano, a média prevista a ser recebida pelos municípios paraibanos quando comparado com 2012 “era entre R$ 170 milhões a R$ 200 milhões”.

A nova queda no repasse do FPM agrava a crise financeira enfrentada pelos atuais gestores da Paraíba. A situação ainda é mais grave em municípios na área afetada pela estiagem prolongada.

Na Paraíba, 97% dos municípios paraibanos dependem exclusivamente das verbas do FPM, que é uma transferência constitucional, composta de 22,5% da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados. A distribuição dos recursos aos municípios é feita de acordo o número de habitantes.

O prejuízo também é sentido pelos maiores municípios do Estado, como Cajazeiras, com a secretária de fazenda do município, Josefa Vanóbia Ferreira da Nóbrega, lamentando a perda na arrecadação no mês de junho dos repasses do FPM, prejudicando o andamento de obras e serviços da Prefeitura. “Apesar das dificuldades, estamos cumprindo como os nossos deveres, que são de pagar o funcionalismo em dia e disponibilizar os serviços essenciais na áreas de saúde, educação e social,” disse
 
 
Folha do sertaõ

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