Quem
vai assumir a atividades da cadeia pública são os agentes do Grupo
Penitenciário de Operações Especiais (GPOE) até a nomeação de um novo
diretor para a unidade.
Caso
tenham informações sobre os fugitivos, a população pode ajudar por meio
dos telefones (83) 3218-4445 – Gerencia de Inteligência da Seap, (83)
3218-4480 – Coordenação Penitenciária da Seap que funciona 24 horas ou
pelo Disk Denúncia 197 da Polícia Civil.
A fuga
Nove
presos fugiram no início da tarde desta quarta-feira (12), da cadeia
pública da cidade paraibana de São Bento (localizada no Sertão paraibano
a 375 km da Capital). O grupo pulou o muro da unidade prisional
utilizando uma corda improvisada com roupas e lençóis, chamada 'teresa'.
De
acordo com informações da Polícia Militar de São Bento, os presidiários
aproveitaram que duas celas estavam abertas para empreender fuga.
Uma
varredura está sendo feita pela PM na zona rural da cidade. A Secretaria
de Administração da Paraíba (Seap) investiga o envolvimento da direção
na cadeia na fuga.
O
secretário Walber Virgolino fez uma revelação surpreendente. Na última
vistoria realizada na unidade, no dia 10 de abril deste ano, a equipe
descobriu uma pequena fábrica clandestina de rede dentro da cadeia.
Foram apreendidas máquinas e material utilizado para confecção das
redes.
“A Seap
detectou diversas irregularidades da cadeia. Encontramos diversas
máquinas em celas, o que é proibido. A Secretaria investiga quem era
beneficiado pelo dinheiro arrecado com a venda das redes de dormir
produzidas pelos presidiário”, frisou Virgolino, informando que mais de
R$ 1 mil em espécie foram apreendidos em poder dos detentos.
Durante
a inspeção, conforme o secretário, foram constatadas algumas regalias
aos presos como banho de sol de manhã e tarde, diariamente, e as celas
sempre abertas. O secretário disse que investiga agora se há relação
entre a fuga dos presos e o fim dessas regalias. " Uma sindicância foi
aberta para apurar todas essas irregularidades". A cadeia local atingiu
sua capacidade máxima da população prisional.
São
Bento é considerada uma cidade pólo industrial têxtil, conhecida pela
fabricação de redes e mantas. Atualmente, exporta redes de dormir para
todos os estados do Brasil bem como para a maioria dos países da América
do Sul, África, Europa e Ásia. A cidade é chamada de Capital Mundial
das Redes por produzir por ano cerca de 12 milhões de redes.
Lista com os nomes dos presidiários:
Aldo Ferreira de Sousa
Elionielson da Silva Santos
George dos Santos Diniz
José Batista
José Neto Alves da Silva
José Romário Diniz da Silva
Manoel Ferreira de Sousa
Marciano Medeiros Alves
Artur Araújo Filho (sem foto)
Portalcorreio
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